Uncategorized – Defenda Brasil https://defendabrasil.com Defenda Brasil Fri, 18 Jul 2025 15:41:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://defendabrasil.com/wp-content/uploads/2023/04/cropped-LOGO-DEFENDA-O-BRASIL-PNG-scaled-1-32x32.png Uncategorized – Defenda Brasil https://defendabrasil.com 32 32 Israel x Irã: O que Lula falou sobre o conflito até agora https://defendabrasil.com/2025/07/18/israel-x-ira-o-que-lula-falou-sobre-o-conflito-ate-agora/ https://defendabrasil.com/2025/07/18/israel-x-ira-o-que-lula-falou-sobre-o-conflito-ate-agora/#respond Fri, 18 Jul 2025 15:41:15 +0000 https://defendabrasil.com/?p=1096 O conflito entre Israel Irã tem movimentado a diplomacia mundial, incluindo o Brasil. Governos do mundo inteiro têm se manifestado em relação à troca de ataques, defendendo um dos lados ou adotando uma postura neutra pelo fim do conflito.

A posição oficial do governo brasileiro no momento do ataque inicial de Israel ao Irã foi de imediata condenação. O Ministério das Relações Exteriores emitiu comunicado no qual criticou a agressão e pediu o fim das hostilidades a todas as partes envolvidas.

“O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional”, diz o texto.

O Itamaraty alegava que os ataques “ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial”.

A nota foi criticada pela oposição. Adversário político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defende que Israel atacava apenas alvos militares iranianos, enquanto o Irã apontava seus mísseis contra territórios civis.

Lula também foi criticado por opositores como a deputada Bia Kicis (PL-DF), o senador Sergio Moro (União-PR) e pelo Grupo Parlamentar Brasil-Israel, em nota assinada por Carlos Viana (Podemos-MG).

Já Lula não deu declarações públicas condenando diretamente nem Israel, nem o Irã, pelo conflito iniciado na madrugada da sexta-feira (13). A única fala do presidente sobre o tema foi dada na chegada ao hotel onde se hospeda em Calgary, no Canadá, para a cúpula do G7.

“Qualquer conflito me preocupa. Sou um homem que nasceu para a paz. Então, em um momento em que o mundo está precisando de muito recurso para a transição energética, para combater a miséria no mundo, você ver dinheiro sendo gasto com conflito, obviamente me incomoda profundamente “, disse o presidente.

Ainda que Lula não tenha dado uma opinião sobre o conflito, a posição do governo ecoa outras críticas já feitas a Israel no passado que chegaram a render o título de persona non grata ao presidente brasileiro.

Desde 2023, quando Israel iniciou a ofensiva em Gaza após ataques do Hamas, Lula passou a se manifestar em favor da população palestina, chegando a usar a palavra “genocídio” para descrever as ações israelenses. “É um exército matando mulheres e crianças”, definiu o presidente.

Também comparou os ataques israelenses em Gaza ao Holocausto na Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha nazista prendeu e matou milhões de judeus. “O que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Hitler resolveu matar os judeus.”

A declaração foi muito malvista por Israel. Israel Katz, então ministro das Relações Exteriores de Israel, declarou Lula como persona non grata, medida rara na diplomacia que faz com que um indivíduo não seja mais bem-vindo no país. Katz afirmou que o título só seria retirado quando Lula pedisse desculpas públicas.

Lula nunca se desculpou e continuou se manifestando a favor de um cessar-fogo em Gaza.

Lula tem histórico polêmico de relação com Irã

Lula já foi muito criticado por manter relações com Irã, especialmente durante o segundo mandato, entre 2006 e 2010. Na ocasião, o presidente chegou a receber o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad e visitar o Irã.

Em 2009, Ahmadinejad foi recebido no Palácio do Itamaraty sob protestos da comunidade judaica, de ativistas de direitos humanos e da causa LGBTQIA+.

Os críticos afirmavam que a visita poderia passar a impressão de que o Brasil compactuava com as posições do governo iraniano, que defendia a extinção do Estado de Israel e negava o Holocausto. Além disso, o Irã já sofria pressão internacional para interromper seu programa nuclear.

O governo brasileiro, por sua vez, alegou que era parte de sua política internacional não intervir em assuntos internos de outros países e que o diálogo seria mais produtivo do que isolar o Irã.

Posteriormente, em 2010, Lula visitou o Irã para mediar um acordo sobre o programa nuclear iraniano. O acordo previa que o Irã enviaria 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento e receberia 120 kg material enriquecido a 20%, um nível suficiente para fins civis, mas não militares.

O acerto foi considerado uma vitória pela diplomacia brasileira na ocasião, mas não impediu que as potências discutissem novas sanções ao Irã.

Brasil vende urânio ao Irã?

Com o início do conflito entre Israel e Irã, começou a circular nas redes sociais a informação de que o governo brasileiro teria vendido urânio enriquecido ao Irã. O governo e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) negaram e dizem se tratar de “fake news”.

Em nota oficial, a INB, estatal responsável pela cadeia produtiva do urânio no Brasil, afirma que não tem, nem nunca teve, qualquer tipo de negócio com o Irã. Além disso, afirmou que só é autorizada a produzir urânio com fins pacíficos, com supervisão de órgãos de controle nacionais e internacionais.

A nota explica que, em alguns casos, exporta o “yellowcake” (concentrado de urânio natural) para outros países, citando apenas o nome da Rússia, onde o material é transformado em gás e reintroduzido no Brasil. Aqui ele é enriquecido na unidade da INB em Resende (RJ) para ser utilizado na fabricação de combustível nuclear para as usinas de Angra.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República também lembrou que o país é signatário de tratados que impedem o fornecimento de material nuclear para fins militares.

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“Lula é um grande amigo do mundo árabe. Ao logo da história o Brasil recebeu milhões de árabes e palestinos, mas Lula foi o único presidente que visitou o oriente médio”, destaca Gleisi no vídeo que foi veiculado pela Al Jazeera nessa terça-feira (17).

“A prisão de Lula é a continuidade do golpe que se iniciou em 2016, com a retirada da presidenta Dilma do governo. Ela não cometeu nenhum crime, assim como Lula também não cometeu. É um preso político. Ele é inocente”, diz a parlamentar.

Ela também ressaltou que o governo Michel Temer “está retirando direitos dos trabalhadores e do povo brasileiro e liquidando com o patrimônio nacional” e cita que as reservas de petróleo da camada do pré-sal estão sendo vendidas para as grandes empresas multinacionais do setor.

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